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the war of art

Hoje quero falar sobre o livro The War of Art, do Steven Pressfield. Esse livro já foi recomendado várias vezes na podcast do Tim Ferris e o Derek Sivers deu nota 10 no blog dele — duas pessoas que eu considero como referências no assunto de autodesenvolvimento.

"Most of us have two lives. The life we live, and the unlived life within us. Between the two stands Resistance." Steven Pressfield

O livro é sobre o conceito da Resistência, com R maiúsculo. É a materialização da força negativa que acontece todas as vezes que a gente tenta realizar algo na vida. Pode ser um projeto pessoal ou profissional, em qualquer circunstância que tentamos passar de um estado menos evoluído para o próximo, a Resistência vai se materializar.

Você já experimentou ter uma visão da vida que você poderia ter se apenas conseguisse ultrapassar os seus medos e tentar? Se sentiu um pintor que não pinta, ou um empreendedor que nunca começou seu negócio ou um escritor que não escreve? Então você sabe o que a Resistência é.

O Steven aborda diversos conceitos de filosofia pelo livro e ao final você sai convencido que perseguir os seus sonhos é um dever moral — é alimentar a alma e não só o corpo. Nós somos apenas a nossa consciência e a nossa vontade, o restante são apenas ferramentas para que possamos realizar a nossa obra. Incrível né? Uma visão filosófica de que todos nós temos uma obra criativa para construir através do nosso trabalho.

Ele fala muito sobre escutar essa voz que existe dentro de nós dizendo que deveríamos estar perseguindo outra coisa — cuidando de um orfanato, nos dedicando à música, ir fazer aquela viagem que a gente sempre posterga. O mundo é cheio de subterfúgios criados para nos distrair do incômodo que é uma vida vivida sem perseguir sua vocação. E quando enxergamos alguém que venceu a Resistência, tendemos a ter raiva, desconfiança, inveja. Tudo isso para nos distrair da insatisfação profunda que vivemos por não estar realizando a nossa.

"Remember our rule of thumb: The more scared we are of a work or calling, the more sure we can be that we have to do it." Steven Pressfield

O equilíbrio é atingido através do movimento. Você não vai se sentir melhor tentando se convencer que você vai começar semana que vem, que hoje você tem outras prioridades.. A gente conhece muito bem as desculpas que usamos com nós mesmos porque sair da zona de conforto incomoda, é doloroso, ficar na inércia é tão mais convidativo. É muito mais fácil criticar a vida dos outros do que viver a sua.

Ele também corrobora uma visão que eu compartilho — o trabalho é o meio que nós temos de contribuir para o mundo. É nosso dever moral participar da sociedade, entregando a ela o que só nós conseguimos. A recompensa pelo trabalho é o trabalho — deveríamos enxergar o valor da nossa contribuição no próprio ato de contribuir.